Dieta sem gluten, sem lactose, doença celíaca, alergias alimentares, dieta para autismo

Desafios enfrentados pelas Associações de Celíacos no Brasil

CARTA ABERTA À SOCIEDADE BRASILEIRA SOBRE O DESAFIO DA FENACELBRA E SUAS FILIADAS NAS CINCO REGIÕES DO BRASIL

O Dia Internacional dos Celíacos - 15 de maio, foi criado entre pesquisadores de vários países como: Itália, Estados Unidos, Brasil, Uruguai, Argentina, Espanha e Canadá a fim de divulgar a Doença Celíaca, esclarecer ao público em geral e, principalmente, chamar a atenção das autoridades para a importância de criar políticas públicas.

A Doença Celíaca é uma doença do intestino delgado caracterizada pela intolerância permanente ao glúten - proteína presente no trigo, aveia, centeio, cevada e derivados - que acomete pessoas geneticamente predispostas. Esta doença atinge crianças, adolescentes, adultos e idosos e é controlada e tratada sob a prescrição da dieta ZERO GLÚTEN ao longo da vida.

Esta carta agrupa as necessidades básicas dos portadores da Doença Celíaca as quais configuram direitos consagrados em diversos textos legais, nomeadamente na Constituição da República Federativa do Brasil, na Legislação que fundamenta a Saúde, na Convenção dos Direitos Humanos entre outras disposições legais nacionais. Suas reivindicações fundamentadas no respeito ao enunciado dos direitos, no modo como aparecem na Carta Magna, artigo 196: "A saúde é direito de todos e dever do Estado, garantido mediante políticas sociais e econômicas que visem à redução do risco de doença e de outros agravos e ao acesso universal e igualitário as ações e serviços para sua promoção, proteção e recuperação".
A situação de iniqüidade da saúde vivenciada pelos cidadãos(ãs) portadores da Doença Celíaca, no Brasil, leva junto a reivindicação de sanar a necessidade básica e ações da saúde pública orientadas para combater o sofrimento e a exclusão social causados por essa enfermidade, o que se sobrepõe à persistência do aumento de problemas pelo surgimento de novas enfermidades decorrentes do processo.

Na busca e no enfrentamento dos problemas com perspectivas de alcançar a promoção de saúde dos portadores da Doença Celíaca, através de um trabalho constante de programas e ações, a saber:

  • Direito Humano à Alimentação Adequada às Necessidades Alimentares Especiais;
  • Cumprimentos da Lei Federal 10.674 e Resolução 137 de maio de 2003;
  • Conclusão e implementação do protocolo de diagnóstico e tratamento da Doença Celíaca no Sistema Único de Saúde, com conseqüente cobertura de exames específicos de diagnóstico e monitoramento, bem como capacitação dos profissionais da saúde e ações na Política Nacional de Alimentação e Nutrição, Programa de Alimentação do Trabalhador e Programa Nacional de Alimentação Escolar;
  • Estímulo à organização social para inclusão da Doença Celíaca nas diferentes ações da assistência social para garantia de sua segurança alimentar e nutricional sustentável além de outros direitos constitucionais.

Nestas circunstâncias, pode-se afirmar que o Portador da Doença Celíaca vive uma violência em todas as suas formas. Entende-se que essa violência é devido à omissão do Estado e da sociedade, o que contribui para a deterioração dos serviços de saúde, causa maior de problemas psicossociais da doença, vindo a constituir o fundamento no qual se inserem numerosos problemas de saúde pública.

TODA PESSOA TEM DIREITO DE ACESSO AO SERVIÇO PÚBLICO DO SEU PAÍS.

Fonte: Revista PUC VIVA, ano 9 - nº 33, p. 11-15

INFORMAÇÕES: www.doencaceliaca.com.br

ORGANIZAÇÃO: FENACELBRA E FILIADAS: ACELBRA-SP; ACELBRA-CE; ACELBRA-DF; ACELBRA-MG; ACELBRA-MS;; ACELBRA-RJ; ACELBRA-RS; ACELBRA-SC; ACELPAR, ACELES, ACELBRA-BA, ACELBRA-MA, ACELBRA-PA, ACELBRA-RN, ACELBRAJOINVILLE, ACELBRACASCAVEL E ACELFOZ.

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4 Comentários »

(não poderemos responder questões sobre diagnóstico, tratamento ou sintomas, procure sempre aconselhamento médico. No caso de receitas, não sabemos o resultado da substituição de ingredientes. Caso faça uma substituição e dê certo, sinta-se a vontade para publicar a sugestão aqui! Pedimos também que evitem postar publicidade sobre produtos e serviços, para anunciar no site clique aqui)

  1. olá!!!
    gostei da reportagem de vocês! sou celíaca e na minha região (governador valadares, mg) não há uma loja voltada para os celíacos, ou sequer sessões nos supermercados voltados para a gente. Infelizmente, o desconhecimento dessa doença não é só da grane massa. Muitos médicos a desconhecem e os que já leram sobre essa doença, não sabem sequer mais informações sobre ela. O descaso é geral. Os alimentos são mais caros. Fico pensando em quem não tem condições ... :(

  2. Adorei a matéria! Apesar de eu morar em Florianópolis, titulada o "paraíso dos celíacos" sei que ainda muito há para se fazer e que em muitos lugares absolutamente nada é encontrado! Em Florianópolis, tem-se uma lista de escolas públicas em que deve ser oferecida alimentação sem gluten... Mas, isso é só no papel, pq na pratica realmente nao acontece! Uma fiscalização maior talvez pudesse melhorar essa questão,pqos alimentos sem gluten são muito mais caro que os comuns, e quem não tem condições acaba sendo muito mais dificil! Meus colegas dizem que doença celíaca é "doença de rico" de tao abismados que ficam ao saberem e verem o preço dos alimentos isentos de gluten.

  3. Minha filha de 8 anos é celíaca.Á 4 anos ela segue fielmente a dieta.
    Como o celíaco não pode comer em restalrantes,algumas pouquissimas vezes
    ela foi contaminada não por comer o alimento feito com trigo , mais por comer um alimento feito em cozinha de restalrante comum. Faço de tudo nesse mundo
    para que ela não seja contaminada de forma alguma.

  4. Fico morrendo de raiva qdo vou a restaurantes...
    Devia ser lei q cada alimento servido tivesse a informação com o sem gluten
    Sem falar nos atendentes q na maioria das vezes fazem pouco caso.

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