Minha história: Priscila Mari

A Estória de Priscila Mari, estudante de Educação Física, Florianópolis
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Aos 17 anos, enquanto fazia cursinho pré-vestibular em 2008 passei a ter diarréia, mal-estar, cansaço e fraqueza diariamente. No início, tentava associar os sintomas a algum alimento que eventualmente eu pudesse ter comido, ou então, ao próprio estresse e pressão do vestibular que se aproximava. Mas, o tempo ia passando, e cada vez eu piorava mais.
Então, minha médica alergologista pediu o exame de intolerância à lactose, e em junho do mesmo ano, o diagnóstico foi positivo. Começei então uma dieta isenta de lactose, e... nada de melhorar os sintomas.
No dia do vestibular, passei muitissimo mal. Os sintomas se misturavam com o nervosismo, mas... Consegui passar, e em 1º lugar para o curso de Educação Física da UDESC. Então, já na faculdade, em agosto do mesmo ano, os sintomas persistiam. Eu já estava com 49 kg e o mal-estar diário ficava cada vez pior. Fui então encaminhada a uma gastroenterologista que me pediu o exame de sangue e a biópsia do intestino delgado, e claro, fui diagnosticada com doença celíaca.
Depois desses 6 meses de sofrimento até o diagnóstico minha vida mudou completamente, pois eu nem sabia do que se tratava a doença, nunca tinha tido nenhum sintoma antes desse ano e minha alimentação era a base de massas. Entretanto, na esperança de me recuperar rapidamente dos sintomas tão ruins, passei a seguir a dieta rigorosamente e a frequentar a ACELBRA-SC. A alimentação fora de casa passou a ser praticamente inexistente. Foi difícil me acostumar no início, mas com mais informações fui descobrindo cada vez mais alimentos, e cada um mais saboroso que o outro. Depois de 6 meses começei a ter melhoras nos sintomas, e depois do primeiro ano de dieta já me considerava curada, até porque repeti a biópsia e foram relatadas muitas melhoras em meu intestino.
Sinceramente, não sinto falta de nenhum alimento com glúten, pois os sintomas que tive foram tão ruins, que só de pensar em comer alguma coisa com glúten eu já passo mal. Aprendi a substituir todas as coisas, a me adaptar com a dieta, e também a gostar muito, pois tem alimentos maravilhosos sem glúten, que pessoas não celíacas da minha família até os preferem do que os que contém glúten, como certas massas, empanados e biscoitos.
Hoje, aos 19 anos anos e com 1 ano e meio de dieta, me sinto plenamente bem. Estou na metade do curso da Faculdade, trabalho, faço academia 4 vezes na semana, e consegui recuperar meus 6 quilos perdidos.
Às pessoas que têm a doença e/ou que estão sendo diagnosticadas um conselho: sigam com todas as suas forças a dieta isenta de glúten, e você perceberá melhoras não só no âmbito de seu corpo físico, mas também na sua mente, no seu bem-estar, na sua vida. Para mim, hoje, viver com saúde é viver sem glúten!
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9 Comentários »
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Obrigada Priscila por compartir sua estória e pela mensagem tão positiva!
Olá Priscila.
Há 8 meses descobrimos que a minha filha de 23 anos é celiaca. Como voce, nunca haviamos falar desta doença, que a principio nao foi levada a serio pela a minha filha. Até que um dia, ela se prostou em uma cama sem poder se levantar por dois dias. Mesmo que recente ela ja aceitou as mudanças em sua dieta, e se sente melhor.Para ajuda-la comecei a investigar em sites ate descobrir a associação que será o proximo passo para conhecer.
Seu depoimento so veio a fortalecer e acreditar que é possivel mudar e viver bem. Parabéns pelo seu depoimento e sucesso sempre.Meu email esta acima para que possamos trocar tudo de bom que a vida oferece sem o GLUTEN.
Inclusive receitas (rsrs).
Bjs
Márcia Alfano
Olá, Priscila. Minha filha tem 4 anos e no ano passado (aos 3) foi diagnosticada com doença celíaca. Realmente, como você, me senti sem chão, pois não fazia ideia do que seria possível oferecer a ela.
Como nosso maior medo era a contaminação dos alimentos com glúten cortamos radicalmente de nossa casa - lá ninguém come alimentos com glúten a não ser totalmente separado da mesa e de utensílios da cozinha que possam ser contaminados e ainda assim é redobrada a atenção com migalhas, etc
Nossa Luiza estava muito magrinha (perdeu 2 kg na época do início dos sintomas, o que para uma criança com 15 kg é muito!), não estava crescendo e não tinha ânimo para brincar. Depois de uns dois meses ela começou a adquirir infecções com certa facilidade e ficamos muito assustados, pois nem o pediatra dela tinha ideia do que poderia estar acontecendo.
Foi então que recebi minha revista mensal e tinha uma matéria sobre o glúten - o foco principal da matéria nem era este, mas tinha um box com uma pequena informação sobre a doença celíaca. Aí conversei com o pediatra e perguntei a ele se ela poderia estar manifestando sinais disso, e ele então solicitou os exames de sangue e pode constatar que este era o problema dela. Encaminhou-nos para uma consulta com uma médica especialista e desde então a Luiza tem se desenvolvido muitíssimo bem, está até maior do que o esperado para a idade dela!
Uma das coisas que eu achei mais importantes nisso tudo foi a informação a respeito. Aqui em Jaraguá não ACELBRA, mas procurei me inteirar o máximo possível pela Internet e buscar receitas para preparar coisinhas gostosas, assim ela não vai sentir tanta falta, né? Também fazemos acompanhamento com uma nutricionista muito querida e que atende celíacos uma vez ao mês de graça, pois ela se preocupa muito com o desenvolvimento da criança nesta condição: eles costumam ter vários problemas relacionados a isso.
Mas, no final das contas foi até melhor: ao menos nossas filhas nunca comem bolacha recheada e outras besteiras industrializadas! Levam uma vida mais saudável, obrigatoriamente.
Um abraço.
Olá Priscila,
Sempre escuto estórias como a sua me emociono.Tenho 35a, sou enfermeira e, em 2006, foi diagnosticado em mim intolerância à lactose, minha gastro e o alergologista que me acompanharam, também suspeitaram de doença celíaca, o que foi dscartada após os exames.Desde então passei a consumir somente alimentos sem lactose, no começo foi mt difícil, comer fora de ksa então muito mais ainda.Ficava tão triste por que achava que tudo que havia de mais gostoso na vida tinha lactose.Precisei muito da ajuda de minha família, de disciplina, informações.Até que fui descobrindo novos alimentos, educando meu paladar e, descobrindo que existem tantas comidinhas maravilhosas sem lactose, que eu nem imaginava.Também fui ficando muito feliz com o tratamento, a dieta dieta de exclusão.Hoje, sou muito feliz sem lactose graças à Deus!Tenho qualidade de vida, já recuperei meus 7 kilos...
Estou muito feliz por vc e todas as pessoas que venceram a dificuldade que é descobrir que têm alergias e intolerâncias alimentares.
Que Deus abeçoe a todos!!!
Primeiramente, gostaria mais uma vez de agradecer a revista pelo espaço e dizer que a nova edição está ótima. Fico lisongeada de poder de alguma forma poder ajudar outras pessoas. E incentivo todos a escreverem também seus depoimentos e enviarem para a revista, pois sempre acabamos aprendendo muito com a história de outras pessoas.
A todos divulgo meu email priscilamarisantos@hotmail.com que é também MSN, para podermos trocar informaçòes e ajudarmos uns aos outros... Fiquem a vontade para adicionar.
A Marcia Cristina Alfano, a Vania Batista, a Ray Freitas, e a todos leitores da revista, digo que realmente é dificil... Cada um sabe a dificuldade que passa, mas vale a pena viver sem glúten, sem lactose, ou sem algum outro alimento alérgeno para se poder viver bem e ter saúde. Desejo força e muita saúde a todos.
Um grande abraço, Priscila.
Olá Priscila, fico feliz pelo seu bem estar. Tenho 48 anos e descobri a doença celíaca há 6 anos. Também estou bem desde que comecei a dieta.
Você mora numa região onde se encontram muitos produtos sem glúten como pizzarias, supermercados, restaurantes, etc. Aqui em Vitória-ES ainda não temos essa facilidade. Não existem pizzarias, restaurantes ou qualquer lugar onde possamos encontrar produtos para pronto consumo sem glúten. Aproveito o espaço dessa revista para convidar empreendedores para esse espaço aberto em minha cidade.
Obrigada.
Elizabeth
Olá Priscila.
Sempre fico emocionada com depoimentos como o seu.
Tenho 3 filhos celíacos e sou celíaca atípica.
Parabéns pela vitória do dia a dia.
gostaria de saber mais sobre como na universidade você se alimenta. Se seu curso é integral e se tem restaurante ou se você leva seu "kit de sobrevivência" diariamente.
abraços
Flavia
Elizabeth, realmente moro num local privilegiado. Mas, a maioria das guloseimas que as vezes como, eu mesmo faço em casa com a ajuda de minha mãe. Substituímos tudo pelas farinhas sem gluten e vamos experimentando... Pegamos também muitas receitas já prontas sem gluten, e temos resultados maravilhosos. Experimente você também.
Flávia, a universidade é só pelo período matutino, mas eu trabalho lá mesmo a tarde, o que faz então com que eu fique lá em período integral. Sim, eu levo todos os dias meu "kit sobrevivência". No início eu almoçava no restaurante de lá e comia algumas coisas como pão de queijo, suco, tudo com a ajuda da nutricionista do restaurante. Mas nunca estive livre da contaminação cruzada, e depois os cozinheiros e a nutricionista mudaram, e eu acabei deixando de me alimentar lá. Levo sempre salada de frutas, frutas, sucos, biscoitos, para o lanche da manhã e da tarde. No almoço, geralmente almoço na casa do meu namorado que é perto da universidade, mas quando não dá, levo minha marmitinha e esquento no microondas da cozinha.
No iníio tinha um pouco de vergonha de fazer isso, mas logo me acostumei e hoje rende boas risadas minhas marmitas e lanchinhos. As vezes passo trabalho, porque todas as minhas amigas querem experimentar e o pior é que elas adoram! hehehe
Um grande abraço a vocês duas e muita saúde!
Priscila
Essa menina para mim é muito especial , com tudo isso que aconteceu na vida dela , com seus estresse, sempre lutou para melhor , e hoje esta realmente bem melhor .
É muito difícil saber que não se pode comer aquele alimento que tanto adoramos , mais sempre tentamos fazer algo parecido pra poder se deliciar .
Sempre vou apoiar e tentar inventar algo gostoso junto com ela pra poder comer.
Para quem é celíaco (a) não deixe de fazer a dieta rigorosamente porque não vai se arrepender , melhora e melhora muito, e não ligue para aquelas pessoas que vem falar piadinhas.
Abraços Andrew Correia (Namorado).